Antonita Barbosa Bezerra de Melo, filha de Arthur Barbosa Cavalcante e Marieta Cassela, nascida no município alagoano de São José da Laje, amava tanto a profissão que abraçou que o nosso bom Deus lhe concedeu o privilégio de vir ao mundo no dia e mês em que se comemora mundialmente o DIA DO PROFESSOR .

A
Professora Antonita, como era carinhosamente chamada pelos pupilos e seus genitores, começou a lecionar muito cedo, aos dezesseis anos de idade, prestando serviços em povoados e cidades de pequeno porte, a exemplo de Barra do Canhoto ( atual Rocha Cavalcante ), Branquinha, Messias e Nincho, sempre sob o olhar protetor da minha avó Marieta.
Fato que marcou a vida da jovem mestra foi quando de sua aprovação em 1º Lugar em concurso estadual para o Magistério, e no dia da sua premiação pelo então Secretário de Educação do Estado, escritor Graciliano Ramos, o mesmo foi preso como comunista e o evento não aconteceu como o esperado.
Quando criança, em Laje, lembro-me de minha mãe ensinando no Grupo Escolar Carlos Lira ( onde estudei as primeiras letras com minha inesquecível professora Irene Ferreira ) com muita abnegação e amor aos seus pequenos alunos. De coração generoso, ela jamais usou da régua ou qualquer outro tipo de dureza para discipliná-los, o que não era do feitio de muitas de suas colegas, a começar pela Diretora de nome Maria José Bittencourt, de quem não guardo boas lembranças.
Do tempo em que eu via as professoras assinarem o livro de ponto com canetas de madeira e bico de metal, depois pressionarem o mata-borrão sobre a caligrafia, já se foram muitos anos. Mas, as imagens sontinuam vivas, mesmo silenciosas.
A minha mãe - Professora Primária - lecionou por 36 anos e, mesmo com a idade já avançada, conseguiu dar uma verdadeira aula de portugês para algumas colegas minhas da UFAL, que ficaram surpreendidas com o seu intelecto e lucidez. Antonita faleceu aos 89 anos de idade em 2002, em Maceió.
E é em nome de minha saudosa mãe que homenageio todos os Professores de Alagoas, do Brasil e do Mundo. Que Deus os abençõe.
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Grupo Escolar Carlos Lira, anos 50
A VELHA ESCOLA Abel B. Pereira
A velha escola das primeiras letras. O prédio pesadão, só de um andar... A sala de aula austera e silenciosa. Lá fora, o enorme pátio de brincar.
O quadro-negro, no qual fiz, outrora, Minhas primeiras contas de somar. Gravuras na parede. E o "mapa-mundi", onde já foi azul o azul do mar...
Tudo como deixei: bancos, cadeiras, os armários de livros, as carteiras... Sim. Tudo continua em seu lugar.
Mas, não! Na cena suave e evocadora de tempos idos, falta a Professora que me ensinou, paciente, a soletrar. |